segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Espetáculo imperdível em Moscou

Festival Internacional “Torre do Salvador” (de 21 de agosto a 4 de setembro) na Praça Vermelha.
As duas horas e meia do pitoresco show de bandas militares, em que participam mil e quinhentos músicos de 14 países, passam como um instante.
A banda de fuzileiros navais italianos toca a correr, claro que é difícil, mas causa uma ótima impressão.
A banda do ministério da defesa da Ucrânia toca twist.
A banda presidencial da Federação Russa “lembra” as melodias do grupo britânico Deep Purple.
A banda da Jordânia impressiona não apenas pelo desfile marcial, mas também pela composição: nas mãos dos músicos árabes, junto com os instrumentos de sopro clássicos, estão  gaitas de fole, herança do império britânico.Os músicos da Jordânia dizem  que é cômodo para eles apresentar-se em Moscou: temiam que estaria frio, mas em Moscou por enquanto faz calor.
E a banda da Força aérea da Grécia exagerou evidentemente, vestindo a farda de inverno. É verdade que isto não impede que os artistas gregos encerrem sua apresentação todos dias com a temperamental dança nacional sirtaki.
 Aliás, dançam não apenas os gregos, mas também a pitoresca equipe do México – a banda “Jaguares de La Tamaio”. Os mexicanos  entusiasmam  como nos carnavais. Os espectadores, reunidos na Praça Vermelha, aplaudem tanto os ritmos latino-americanos que fica claro que exigem continuação. Uma maravilha!!! Viva o sangue latino, que esquentou o clima nas arquibancadas!
Mas a disciplina militar é rigorosa. Um tempo determinado é concedido a cada participante do festival. O show, que decorre em regime non-stop, não dá lugar a bis, nem pausas. Até mesmo os tocadores de tambores secretos (Top Secret Drum Corps), da Basiléia suíça, devem percorrer a Praça Vermelha no prazo determinado. E eles, imaginem, conseguem fazer verdadeiros “duelos” balançam bandeiras e até mesmo fazem malabarismo com os paus: no final do número apagam a luz inesperadamente e acendem os paus nas mãos dos tocadores de tambor e surgem no escuro desenhos fantásticos de luz.
O grupo cultural “Shi-Kho” da província chinesa de Sian, mergulha os espectadores na atmosfera misteriosa  de antigo ritual que pede aos deuses bom tempo e prosperidade para todo o país. Os antigos clarins bramam,  batem secamente os tambores em marcha e ouve-se na praça o bater dos cascos  dos cavalos de bambu.. e ao deixar o “Palco”  o grupo chinês interpreta em instrumentos nacionais a popular canção soviética  “Noites de Moscou”.




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